3 de abr. de 2009

Memento Mori

Estava lendo o quinto A Series of Unfortunate Events (um dos melhores livros infantis que eu já li, apesar da natureza formulista) que a Paulets (te amo) me deu e no livro se fala sobre a frase "memento mori", latim para "lembra-te que vais morrer", e sobre ela ser usada como lema de uma escola. O autor não concorda que crianças deveriam ser lembradas de que vão morrer um dia, mas eu discordo. Acho que as escolas deveriam enraizar esse pensamento dentro de todos nós e em determinado momento de nossa vida adulta e depois de ter esquecido como era viver como uma criança, todos nós deveríamos experimentar um near-life experience como Raymond K. Hessel experimentou para lembrar de tudo que esquecemos quando não lembramos que vamos morrer.

2 comments:

Paulets disse...

Essa sua fixação por este filme/livro...

Unknown disse...

Ter cosciência da morte inevitável é problema no adulto, imagine
na cabeça de uma criança, pode ser catastrófico...
Podendo gerar um sentimento tipo: "Já que eu vou morrer mesmo..."
Lançando o ser com mais força ao egoismo latente no humano.
A infância, afora ser "tempo de alegria" (E deveria, passa logo...)
também é de aprendizado, portanto ela terá tempo para perceber aos poucos, vendo a florzinha que morre, o cachorrinho, a avó...
A criança, só pergunta exatamente o que precisa e não se deve
alongar a conversa pois ela só ouve exatamente o que perguntou,
o resto, ela não registra, pelo menos a maioria...
O mundo anda roubando o que não deveria.
Viver em plena consciência da morte é atitude dos velhos.
Deixe que as crianças sejem crianças e, que percebam a finitude
com comparação.
É a melhor época da vida, quando deixam. :]